Berlim premia insurgentes

Um júri com inclinação político social, disposto ao protesto contra as estruturas econômicas, numa Europa onde o estabilishment – em nome da saúde fiscal e financeira – está condenando o povo aos padecimentos próximos da miséria, premiou com o Urso de Ouro, o pungente filme dos irmãos Taviani, Cesare deve morire.

E também premiou com um Urso de Prata Especial a produção franco-suíça L’Enfant d’En Haut de Úrsula Meyer sobre um menino que pratica pequenos furtos numa estação de esqui dos Alpes para levar o sustento à sua irmã (foto).

O Urso de Prata de direção foi para o filme Bárbara, uma enfermeira oprimida e vigiada pelo governo da Alemanha Oriental – ainda comunista – nos anos 80.

O prêmio de filme inovador ficou com Tabú, de Miguel Gomes, co-produção de Portugal, Brasil e França, rodado em preto e branco. O ator brasileiro Ivo Muller (foto) não coube em si de contentamento. O filme Tabú refere a história de uma sobrevivente da guerra do Iraque. Leia mais em Home.

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