Segundo a polícia, 197 carros da frota de táxis em Curitiba poderiam estar cometendo fraude. Mais uma vez, foi a população que percebeu o engodo e denunciou o crime. O governo do Estado, que deveria fiscalizar, nada viu, distraído.
Indiciada por crime de estelionato, a empresa B&P e sua diretora, fabricante dos taxímetros do modelo TKS 56, que aumentariam em 30% o valor das corridas em Curitiba. A diretora, que teve seu nome preservado, vai responder em liberdade, afirmou o delegado Jairo Estorílio, que investiga o caso através a Delegacia do Consumidor.
De novo faltou controle no IPEM-Instituto de Pesos e Medidas – órgão do governo do Paraná afeito à secretaria de Indústria e Comércio. O mesmo IPEM que não fiscalizou os postos de combustível em Curitiba e região, na fraude da venda em bombas, quando o consumidor pagava mais do que correspondia a quantia em litros no tanque. E também faltou controle da Urbs junto à prefeitura de Curitiba, e acompanhamento dos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba. Aqueles mesmos que tiveram seus salários aumentados ontem, em 28%, quando o prefeito Ducci não vetou, omitindo-se.
Ontem dois táxis suspeitos foram apreendidos para a verificação das irregularidades. Num deles foi constatada a fraude contra o consumidor. Os proprietários dos táxis apreendidos também foram indiciados por estelionato e responderão em liberdade.
O delegado da Delcon, Jairo Estorilio, afirmou que aumentar o valor da corrida em 30% é permitido somente quando o táxi faz um percurso que o leve até outro município, como por exemplo o aeroporto de Curitiba, que fica em São José dos Pinhais, mas isso só pode ser feito manualmente.
Pois é, eles fraudam, nós pagamos e ninguém se importa. Governo distraído…
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